segunda-feira, 27 de setembro de 2010

FANTOCHES COM ESPONJAS

MAIS ARTE  ...

Oficina realizada em 20/09/2010



PROFESSORA JÉSSICA










PROFESSORAS ANA MARIA, INAURA E  RAFAELA
 
  

PROFESSORA PAULA 


COORDENADORA LAENE E
ORIENTADORA MÁRCIA VIANA


PROFESSORA ROSANA, SENTIMOS SUA FALTA!


ESPERO ESTEJA BEM E QUE VOLTE LOGO!
ABRAÇOS, PRÔ MÁRCIA

MAIS SUGESTÕES:







ANIMAIS COM PRATINHOS

     Professoras da Educação Infantil confeccionando aranhas com pratinhos. 
     Que animação!

 
Segue sugestão de trabalho com músicas e confecção de animais com pratinhos descartáveis.

Boa semana
Abraços 
Prô Márcia

Borboletinha

 

Borboletinha tá na cozinha
Fazendo chocolate para a madrinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
E nariz de pica-pau (pau, pau)

A Dona Aranha

A dona aranha
Subiu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou

Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a subir

Ela é teimosa
E desobediente
Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente

A dona aranha
Subiu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou

Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a subir

Ela é teimosa
E desobediente
Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente

A dona aranha
Desceu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou

Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a descer

Ela é teimosa
E desobediente
Desce, desce, desce
E nunca esta contente

A dona aranha
Desceu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou

Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a descer

Ela é teimosa
E desobediente
Desce, desce, desce
E nunca esta contente


Outros animais...




 Bom trabalho!!!





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alfabetização sem receita




     Pegue uma criança de seis anos mais ou menos, no estado em que estiver, suja ou limpa, e coloque-a numa sala de aula onde existam muitas coisas escritas para olhar, manusear e examinar.

     Sirva jornais velhos, revistas, embalagens, anúncios publicitários, latas de óleo vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim, tudo o que estiver entulhando os armários de sua casa ou escola e que tenha coisas escritas.

     Convide a criança para brincar e ler, adivinhando o que está escrito. Você vai descobrir que ela sabe muita coisa!

     Converse com a criança, troque idéias sobre quem são vocês e as coisas que gostam ou não. Depois escreva no quadro algumas coisas que forem ditas e leia para ela.

     Peça à criança que olhe as coisas escritas que existem por aí, nas ruas, nas lojas, na televisão. Escreva algumas dessas coisas no quadro.

     Deixe a criança cortar letras, palavras e frases dos jornais velhos. Não esqueça de pedir para que ela limpe a sala depois, explicando que assim a escola fica limpa.

     Todos os dias leia em voz alta alguma coisa interessante: historinhas, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhação, convite, mostre numa nota fiscal algo que você comprou, procure um nome na lista telefônica.Mostre também algumas coisas escritas que talvez a criança não conheça: dicionário, telegrama, carta, livro de receitas.

      Desafie a criança a pensar sobre a escrita e pense você também.Quando a criança estiver tentando escrever, deixe-a perguntar ou ajudar o colega. Aceite a escrita da criança. Não se apavore se a criança estiver "comendo" letras. Até hoje não houve caso de "indigestão alfabética".

     Invente sua própria cartilha, selecione palavras, frases e textos interessantes e que tenham a ver com a realidade da criança.Use sua capacidade de observação, sua experiência e sua imaginação para ensinar a ler.

     Leia e estude sempre e muito.

Didática da alfabetização - FTD

ESTRATÉGIA É TUDO

    Um homem de idade vivia sozinho em Minnesota. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. O único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:

    "Querido filho estou triste, porque ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe adorava flores e esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. - Papai"

    Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:

    "PELO AMOR DE DEUS, Papai. Não escave o jardim, foi lá que escondi os corpos."

    As quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta:

    "Pode plantar seu jardim agora, papai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.“

TANGRAM

OS INDIOZINHOS

UM, DOIS, TRÊS INDIOZINHOS


QUATRO, CINCO, SEIS INDIOZINHOS


SETE, OITO, NOVE INDIOZINHOS


DEZ NO PEQUENO BOTE.


IAM NAVEGANDO PELO RIO ABAIXO


QUANDO O JACARÉ SE APROXIMOU


E O PEQUENO BOTE DOS INDIOZINHOS


QUASE, QUASE VIROU


MAS NÃO VIROU.

Jogos, Projetos e Oficinas para Educação Infantil - FTD, 2004.

MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ATIVIDADES:

BINGO COM DADO



DADO DE FORMAS



JOGO DA MEMÓRIA COM METADES



ILUSTRANDO COM FIGURAS GEOMÉTRICAS



AMBIENTE ALFABETIZADOR

     Diz-se que um ambiente é alfabetizador quando promove um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita nas quais as crianças têm a oportunidade de participar. Se os adultos com quem as crianças convivem utilizam a escrita no seu cotidiano e oferecem a elas a oportunidade de presenciar e participar de diversos atos de leitura e de escrita, elas podem, desde cedo, pensar sobre a língua e seus usos, construindo idéias sobre como se lê e como se escreve.

     Na instituição de educação infantil, são variadas as situações de comunicação que necessitam da mediação pela escrita. Isso acontece, por exemplo, quando se recorre a uma instrução escrita de uma regra de jogo, quando se lê uma notícia de jornal de interesse das crianças, quando se informa sobre o dia e o horário de uma festa em um convite de aniversário, quando se anota uma idéia para não esquecê-la ou quando o professor envia um bilhete para os pais e tem a preocupação de lê-lo para as crianças, permitindo que elas se informem sobre o seu conteúdo e intenção.

     Todas as tarefas que tradicionalmente o professor realizava fora da sala e na ausência das crianças, como preparar convites para as reuniões de pais, escrever uma carta para uma criança que está se ausentando, ler um bilhete deixado pelo professor do outro período etc., podem ser partilhadas com as crianças ou integrarem atividades de exploração dos diversos usos da escrita e da leitura.

     A participação ativa das crianças nesses eventos de letramento configura um ambiente alfabetizador na instituição. Isso é especialmente importante quando as crianças provêm de comunidades pouco letradas, em que têm pouca oportunidade de presenciar atos de leitura e escrita junto com parceiros mais experientes. Nesse caso, o professor torna-se uma referência bastante importante. Se a educação infantil trouxer os diversos textos utilizados nas práticas sociais para dentro da instituição, estará ampliando o acesso ao mundo letrado, cumprindo um papel importante na busca da igualdade de oportunidades.

     Algumas vezes, o termo “ambiente alfabetizador” tem sido confundido com a imagem de uma sala com paredes cobertas de textos expostos e, às vezes, até com etiquetas nomeando móveis e objetos, como se esta fosse uma forma eficiente de expor as crianças à escrita. É necessário considerar que expor as crianças às práticas de leitura e escrita está relacionado com a oferta de oportunidades de participação em situações nas quais a escrita e a leitura se façam necessárias, isto é, nas quais tenham uma função real de expressão e comunicação.

     A experiência com textos variados e de diferentes gêneros é fundamental para a constituição do ambiente de letramento. A seleção do material escrito, portanto, deve estar guiada pela necessidade de iniciar as crianças no contato com os diversos textos e de facilitar a observação de práticas sociais de leitura e escrita nas quais suas diferentes funções e características sejam consideradas. Nesse sentido, os textos de literatura geral e infantil, jornais, revistas, textos publicitários etc. são os modelos que se pode oferecer às crianças para que aprendam sobre a linguagem que se usa para escrever.

     O professor, de acordo com seus projetos e objetivos, pode escolher com que gêneros vai trabalhar de forma mais contínua e sistemática, para que as crianças os conheçam bem.

     Por exemplo, conhecer o que é uma receita culinária, seu aspecto gráfico, formato em lista, combinação de palavras e números que indicam a quantidade dos ingredientes etc., assim como as características de uma poesia, histórias em quadrinhos, notícias de jornal etc.

     Alguns textos são adequados para o trabalho com a linguagem escrita nessa faixa etária, como, por exemplo, receitas culinárias; regras de jogos; textos impressos em embalagens, rótulos, anúncios, slogans, cartazes, folhetos; cartas, bilhetes, postais, cartões (de aniversário, de Natal etc.); convites; diários (pessoais, das crianças da sala etc.); histórias em quadrinhos, textos de jornais, revistas e suplementos infantis; parlendas, canções, poemas, quadrinhas, adivinhas e trava-línguas; contos (de fadas, de assombração etc.); mitos, lendas, “causos” populares e fábulas; relatos históricos; textos de enciclopédia etc.



Fonte: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - Volume 3 / Conhecimento do Mundo. Brasília: MEC/ SEF, 1998

PARA COSTURAR IDÉIAS E PRÁTICAS

     Todo educador é um pesquisador. Ele sabe que a fórmula para realizar um bom trabalho é aquela que mistura a experiência adquirida no dia-a-dia da sala de aula com o estudo, a preparação, a avaliação das atividades, a reflexão sobre elas e seus resultados. A fórmula definitiva parece nunca ficar pronta, mas sua preparação e aplicação sempre apontam novos caminhos e fazem superar etapas.      Ao observar a trajetória do trabalho, percebe-se a evolução, e isso é fator motivador para continuar aperfeiçoando o que deu certo, estando aberto para novidades que enriqueçam as ações. Poucas profissões são tão dinâmicas. Como os cientistas, professores são eternos estudantes, já que é da essência da educação a busca constante pelo aperfeiçoamento e por novas descobertas. Teoria e prática não são coisas acabadas e isoladas. Pelo contrário, uma determina a outra, sem se saber ao certo quem foi primeiro: se uma idéia levou a uma prática, ou se uma experiência prática fez surgir uma boa ideia.

Na ponta do lápis, Almanaque do Programa Escrevendo o Futuro.

QUAL É O DESAFIO?

      O desafio é formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas sujeitos que possam “decifrar” o sistema de escrita. É formar escritores que saberão escolher o material escrito adequado para buscar a solução de problemas que devem enfrentar e não alunos capazes apenas de oralizar um texto selecionado por outro. É formar seres humanos críticos, capazes de ler entrelinhas e de assumir uma posição própria frente à mantida, explícita ou implicitamente, pelos autores dos textos com os quais interagem, em vez de persistir em formar indivíduos dependentes da letra do texto e da autoridade de outros.

      O desafio é formar pessoas desejosas de embrenhar-se em outros mundos possíveis que a literatura nos oferece, dispostas a identificar-se com o semelhante ou solidarizar-se com o diferente e capazes de apreciar a qualidade literária. Assumir esse desafio significa abandonar as atividades mecânicas e desprovidas de sentido, que levam as crianças a distanciar-se da leitura por considerá-la uma mera obrigação escolar, significa também, incorporar situações em que ler determinados materiais seja imprescindível para o desenvolvimento dos projetos que se estejam levando a cabo, ou – e isto é igualmente importante – que produzam o prazer que é inerente ao contato com textos verdadeiros e valiosos.

     O desafio é – por outro lado- orientar as ações para a formação de escritores, de pessoas que saibam comunicar-se por escrito com os demais e com elas mesmas, em vez de continuar “fabricando” sujeitos quase ágrafos, para quem a escrita é tão estranha, que se recorre a ela somente em última instância e depois de haver esgotado todos os meios para escapar de tal obrigação.

     O desafio é conseguir que os alunos cheguem a ser produtores de língua escrita, conscientes da pertinência e da importância de emitir certo tipo de mensagem em determinado tipo de situação social, em vez de se treinar unicamente como “copistas” que reproduzem – sem um propósito próprio – o escrito por outros, ou como receptores de ditados cuja finalidade – também estranha – se reduz à avaliação por parte do professor. O desafio é conseguir que as crianças manejem com eficácia os diferentes escritos que circulam na sociedade, e cuja utilização é necessária ou enriquecedora para a vida (pessoal, profissional, acadêmica), em vez de se tornarem especialistas nesse gênero exclusivamente escolar que se denomina “composição” ou “redação”.

     O desafio é conseguir que a escrita deixe de ser na escola somente um objeto de avaliação, para se constituir realmente num objeto de ensino; é tornar possível que todos os alunos se apropriem da escrita e a ponham em prática, sabendo – por experiência, não por transmissão verbal- que é um longo e complexo processo constituído por operações recorrentes de planejamento, textualização e revisão. É assim que se irá abrindo o caminho para que este conhecimento deixe de ser patrimônio exclusivo de alguns privilegiados que têm a oportunidade de adquiri-lo fora da escola, enquanto outros acreditando no que a apresentação escolar da escrita leva a crer: que é possível produzir um texto quando começa a aula e terminá-lo quando bate a sineta; que é possível começar a escrever no momento mesmo em que foi definido o tema que será objeto do texto; que a escrita foi concluída quando se pôs o ponto final na primeira versão; que corresponde a outra pessoa – ao professor, não ao autor – se encarregar da revisão.

      O desafio é promover a descoberta e a utilização da escrita como instrumento de reflexão sobre o próprio pensamento, como recurso insubstituível para organizar e reorganizar o próprio conhecimento, em vez de manter os alunos na crença de que a escrita é somente um meio para reproduzir passivamente, ou para resumir – mas sem reinterpretar- o pensamento de outros.

     O desafio é, em suma, combater a discriminação que a escola opera atualmente, não só quando cria o fracasso explícito daqueles que não consegue alfabetizar, como também quando impede aos outros – os que aparentemente não fracassam- chegar a ser leitores e produtores de textos competentes e autônomos. O desafio que devemos enfrentar, nós que estamos comprometidos com a instituição escolar, é combater a discriminação desde o interior da escola; é unir nossos esforços para alfabetizar todos os alunos, para assegurar que todos tenham oportunidades de se apropriar da leitura e da escrita como ferramentas essenciais de progresso cognoscitivo e de crescimento pessoal.



Fonte: Capítulo 2 – “Para transformar o ensino da leitura e da escrita.” In: LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Ed. ArtMed (pp.27 a 29).

DICAS PRÁTICAS PARA O PLANEJAMENTO DO TRABALHO

         Para que seus alunos possam ampliar o conhecimento lingüístico sobre uma variedade de gêneros textuais, aprender a ler com diferentes propósitos e, assim, construir procedimentos de leitura variados, bem como adquirir um repertório de textos e autores, sugerimos que você considere as dicas a seguir:



1- LEIA EM VOZ ALTA TODOS OS DIAS...

Textos literários: contos tradicionais, histórias contemporâneas, lendas.



2- LEIA COM ELES, EM VOZ ALTA, TODOS OS DIAS...

Parlendas, quadrinhas, trava-línguas, cantigas, poemas, adivinhas e outros textos memorizáveis. Os textos podem estar num cartaz no mural, em um papel, com cópia para cada aluno, ou mesmo escritos na lousa.



3- PROPONHA TAMBÉM MOMENTOS DE LEITURA NOS QUAIS...

● Possam explorar livros, revistas e jornais livremente, como nos cantos de leitura.

● Possam ler, ajudados por você, com diferentes propósitos.

● Possam ler, com sua ajuda, informações presentes no ambiente escolar, ampliando o conhecimento que já possuem sobre a função da escrita.



4- LEIA EM VOZ ALTA PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA...

Um texto informativo: artigos e notícias de jornal, textos informativos sobre temas científicos (sobre animais, plantas, corpo humano, planetas etc.).

E TAMBÉM (pelo menos duas vezes no mês)

Um texto instrucional: regras de jogos, receitas culinárias...



5- CONVIDE OS ALUNOS A LER TODOS OS DIAS...

Os nomes dos colegas, as atividades do dia, o nome da escola, títulos das histórias conhecidas, títulos das cantigas e outros textos disponíveis na escola.



6- MAS ATENÇÃO...

Sempre que possível, leve o suporte no qual o texto que você selecionou foi impresso. Se for uma notícia, procure levar todo o jornal para que os alunos tenham contato com esse portador. Se for um verbete de enciclopédia, leve o volume do qual ele foi extraído. Um conto? O livro. A regra de um jogo? O folheto de instruções ou até mesmo a tampa da caixa do jogo.



7- FINALMENTE, COMECE A APROVEITAR os seus momentos de leitura em voz alta para favorecer a integração do trabalho de leitura e de escrita com as demais áreas do currículo. Por exemplo, ao selecionar uma notícia de jornal, você pode escolher uma notícia que trate da fauna, da flora e do meio ambiente. Ou então ler um texto informativo que tenha relação com a história do lugar, com o modo de vida de diferentes grupos sociais (como os povos indígenas) ou que relate a vida em outros tempos e em outras partes do Brasil e do mundo...

E mais ainda: ao escolher um texto para ser lido para e com seus alunos, você pode aproveitar para tratar de temas relacionados à nossa sociedade atual, ao nosso dia-a-dia. Saúde, alimentação, lixo, preconceito, preservação ambiental, a importância do idoso, respeito aos portadores de necessidades especiais, trânsito, desarmamento... são temas importantes, cuja reflexão contribui para a formação de cidadãos mais críticos. Esses temas expressam o conceito de tema transversal proposto pelos PCNs. Você ainda pode se valer dos acontecimentos mais recentes para, por exemplo, selecionar notícias de jornal e discutir o conteúdo desses textos com os alunos.



8- E REDOBRE AINDA MAIS A SUA ATENÇÃO no momento de selecionar os textos. Escolha sempre textos com qualidade. Evite as versões adaptadas, que simplificam o conteúdo e a linguagem do texto. Esses textos pouco contribuem para a formação de seus alunos enquanto leitores.

LER E ESCREVER

Guia de Planejamento e Orientações Didáticas- 1ª série – Volume 1

Reflexões sobre alfabetização

“As mudanças necessárias para enfrentar sobre bases novas a alfabetização inicial não se resolvem com um novo método de ensino, nem com novos testes de prontidão nem com novos materiais didáticos (particularmente novos livros de leitura).


É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem empobrecida da língua escrita: é preciso reintroduzir, quando consideramos a alfabetização, a escrita como sistema de representação da linguagem. Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu.”



Emilia Ferreiro, Reflexões sobre alfabetização (São Paulo: Cortez, 2001)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Para refletir...

"Escola é...

o lugar onde se faz amigos,
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...

Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
A escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.

Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se 'amarrar nela'!
Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz."

Paulo Freire